Nessa entrevista, Donald Posterski discorre sobre o perigo que ronda as pessoas, tanto situações como indivíduos que podem prejudicar a vida das pessoas. Ele chama a atenção para que confiamos nas pessoas, ainda que estejamos em desvantagem. A Editora Motivar entrevistou com exclusividade o autor de Inimigos com caras sorridentes. Confira!
EM – Como pode uma pessoa perceber uma ameaça para a sua vida?
DP - Esteja atento se seu mundo tornar-se muito pequeno. Uma organização, uma igreja, um pastor, um mentor. A família de Deus é grande, além de classes e culturas, além de denominações e de uma visão sobre o mundo. Mesmice e conformidade geram vulnerabilidade. Tenha cuidado!
EM – Por que as pessoas agem por detrás querendo trair umas as outras?
DP - A maioria das intenções das pessoas é honrável. A norma não é agir de forma clandestina e vingativa. Um ponto crítico na vida é diferenciar entre as intenções e ações das pessoas. Intenções são mais honráveis que ações. Ao menos que a perversão moral e intenção criminal governe, confie nas pessoas, mesmo que de vez em quando mesmo que você esteja em desvantagem.
EM – Como uma pessoa deve se comportar ante a uma traição?
DP - Jesus viveu com os braços abertos. Sua aceitação das pessoas foi sua primeira postura. Viver desconfiado e com medo pode ser mortal, isso designa relacionamentos para o fim. A promessa e potencial das pessoas são para ser incluídas. A vida deveria ser mais como uma porta aberta do que um muro. É muito melhor viver em abertura do que trancado numa prisão.
EM – Como os líderes deveriam lidar com o caráter de alguém que tem más intenções?
DP - Ser ingênuo não é uma virtude, nem viver com uma suspeita de virtude. Os líderes têm poder. Eles podem convidar as pessoas à virtude ou não. Os líderes que vêem potencial nas pessoas podem alimentá-las a ter um futuro promissor. Líderes que esperam pelo pior alimentam o que eles têm de expectativa.
EM – O que o inspirou a escrever este livro? Poderia deixar uma mensagem para os nossos visitantes?
DP - Estou ficando mais velho, vivendo a primeira parte da minha 6a década. Tenho viajado pelo mundo, escutando as pessoas e sentido suas dores. Vivo numa casa que tem eletricidade e água potável e não tenho regozijado. Sou um aprendiz. Minha disposição é estar sobre as coisas do terceiro mundo no que realmente é importante, mas ainda vivo com privilégio e promessa. Então, meu mundo está expandindo e estou convencido que não tenho tudo isso corretamente. Estou ponderando, imaginando. Se escutarmos um ao outro, amarmos um ao outro, podemos consertar isso?: 1) o sobrenatural, Deus intervém. Milagres são para os dias e as noites das nossas vidas. 2) Satanás, o mau é real. A luz pode vencer as trevas. 3) Sofrimento. Ninguém em sua mente sã quer viver com dor, mas Deus é a nossa dor e sofrimento e quer nos ensinar.
EM – O que fazer para que um inimigo com cara sorridente se torne um amigo com cara sorridente?
DP - A vida é um aprendizado. Recusar a aprender é estar numa sala com a porta fechada. Não tenha medo de não ter terminado algo. Espere e construa tijolo a tijolo, mas não abuse. Pare, volte e procure por uma nova porta e quando for, ouça a voz do Deus eterno dizer: bem-vindo ao próximo estágio da sua viagem, Estou com você e nunca o deixarei sozinho.
EM – Certamente seus insights e experiências no livro Inimigos com caras sorridentes levarão muitos leitores a pensar e até mesmo a terem atitudes diferentes. O que isso significa para você?
DP - Na minha vida, gostaria de acreditar que Deus é o diretor da minha dança, um coreógrafo para a vida que excedeu as expectativas. Desejo o mesmo para as outras pessoas, o melhor de Deus.
Editora Motivar
Redação











